violino

MANFREDO KRAEMER

Reconhecido pela revista musical da BBC em 2004 como “um dos violinistas barrocas mais influentes e distintos da atualidade”, MANFREDO KRAEMER (Buenos Aires, 1960) iniciou seus estudos de violino em Córdoba, Argentina. Em 1984, estabeleceu-se na Alemanha, onde estudou na Escola de Música de Colônia e co-fundou a orquestra Concerto Köln em 1985. De 1986 a 1991 foi membro do mundialmente famoso conjunto Musica Antiqua Köln. A partir de então, iniciou uma carreira solo, colaborando com os mais renomados conjuntos barrocos (Les Arts Florissants, Les Musiciens du Louvre, Anima Eterna, Cantus Cölln, Les Ciclopes, Capriccio Stravagante, Tafelmusik, etc.) sob a direção de William Christie, Marc Minkowski, Jos van Immerseel, Frans Brügen, René Jacobs, Gabriel Garrido, dentre outros. Em 1992, iniciou colaboração que perdura até hoje, como parceiro de música de câmara e spalla do Le Concert des Nations, sob a direção de Jordi Savall. Em 1996 criou o The Rare Fruits Council, um conjunto dedicado a divulgar o repertório barroco esquecido ou pouco conhecido, e cujas gravações mereceram inúmeros prêmios e aclamação internacional. Em 2001 fundou a La Barroca del Suquía, considerada uma das melhores orquestras barrocas da América Latina. No mesmo ano começou a organização de um festival anual de música barroca em Córdoba, Argentina. É frequentemente convidado como maestro de orquestras e conjuntos de renome internacional. É também professor na Escola Superior de Música da Catalunha, em Barcelona, Espanha.

AS NAÇÕES - Sonatas segundo o gosto francês, italiano e alemão

Durante grande parte do período barroco cristalizaram-se dois estilos antagônicos, o francês e o italiano, que por um lado reuniram todos os clichês que ainda caracterizam e diferenciam estas duas nações, mas que influenciaram a vida musical da Europa como um todo, que se voltava em favor de uma ou outra vertente. A migração, a curiosidade e a amplitude de visão de alguns compositores favoreceram uma mudança de rumo, algo que Couperin denominou “Os Gostos Reunidos” e que na Alemanha começou a circular sob o nome “Vermischte Geschmack”. A tentativa de “reunir o melhor dos dois estilos em uma música” levou Händel, Couperin, Bach e outros a se alimentarem de todas as fontes, superando barreiras e preconceitos nacionais e a combinar o refinamento francês com o pathos italiano.

Arcangelo Corelli (1653-1713)

Sonata em Ré maior, op. 5 n. 1 (Roma 1700)

Grave – Allegro – Adagio – Grave – Allegro – Adagio

Allegro

Allegro

Adagio

Allegro

  

François Francoeur  (1698-1787)

Sonata n. 6 em sol menor

(2º livro de Sonatas) (c. 1720)

Lentement - Adagio

Courante

Allemande

Sarabande

Rondeau

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Sonata n. 6 em Sol maior para violino

e cravo obligato, BWV 1019

Allegro

Largo

Allegro (cravo solo)

Adagio

Allegro

Georg Friedrich Händel (1685-1759)

Sonata em Ré maior HWV 371

Affettuoso

Allegro

Larghetto

Allegro

ANDRÉ MICHELETTI

violoncelo

Natural de Piracicaba, ANDRÉ MICHELETTI tem duplo doutorado pela Indiana University, em violoncelo e em violoncelo barroco, com bolsa da CAPES-Fulbright, sob a orientação de Helga Winold, Nigel North e Stanley Ritchie e Janos Starker. É mestre em Violoncelo e Pedagogia pela Northwestern University em Chicago, com Hans Jörgen Jensen e Bacharel em pela Unicamp, com Antonio del Claro. Atualmente é professor do Departamento de Música da USP de Ribeirão Preto. Foi professor na Faculdade Cantareira, Escola Municipal de Música, Columbus Indiana Philharmonic Orchestra e Unicamp. Foi coordenador pedagógico e professor do Instituto Fukuda, do Instituto Baccarelli e do projeto Cidadão Musical em Paulínia. Faz a co-direção artística da Sinfônica de Piracicaba e é diretor artístico e pedagógico do Festival Internacional de Piracicaba. Foi concertino da Columbus Indiana Philharmonic Orchestra, da Sinfônica do Teatro Municipal de São Paulo e primeiro violoncelo da Camerata Fukuda e da Orquestra de Câmara da Unesp. Fez a primeira audição do Concerto para violoncelo de Edmundo Vilani Côrtes e apresentou-se junto à Sinfônica de Heliópolis, de Campinas, de Belém, de Piracicaba, de Ribeirão Preto, Orquestra Experimental de Repertório, Camerata Fukuda, Orquestra de Câmera da Unesp, OJESP, North Shore Chamber Orchestra, Bach Gamut Ensemble, dentre outras. Tem atuado no Brasil, Argentina, Alemanha, Estados Unidos e Canadá. Foi finalista do Concours Etoile-Galaxy, de Montreal, e semifinalista do “À Tre”, em Trössingen, Alemanha.

cravo

SÉRGIO CARVALHO formou-se em cravo com Helena Jank na UNICAMP, aperfeiçoou-se com Maria Lúcia Nogueira e estudou órgão com Elisa Freixo. Atuou como músico convidado da Orquestra do Teatro Municipal de São Paulo e da OSESP. Foi solista junto à Orquestra da Sociedade Bach de São Paulo, Orquestra de Câmara da USP, da UNESP, do Conjunto de Música Antiga da USP e no Quinteto de Cordas da OSUSP. Desde 2009 é intérprete e curador da série “Bach: tema e contratema” que apresenta mensalmente as principais obras de Bach para órgão no Espaço Cachuera!. Em  2015 iniciou na Biblioteca Mindlin série de recitais dedicados a Bach, e desde 2018 a repete no Museu de Arte Contemporânea da USP. Em 2015 doutorou-se pela ECA-USP. Desde 2008 é pianista e professor do CORALUSP.

DOMINGO | 03 DE NOVEMBRO | 11H30

SÉRGIO CARVALHO

© 2018 Temporada de concertos   l   Fundação Maria Luisa e Oscar Americano.